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Feng Shui e Decoração: o que têm em comum e como podem lhe ajudar?

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Segundo estudos, a Decoração, ou referências feitas a ela, tem origem na Roma Antiga, mas seu conceito remonta ao tempo do Antigo Egito para só depois do Renascimento estabelecer-se como a Decoração que conhecemos hoje. De outro lado, o Feng Shui, a arte milenar chinesa de harmonizar ambientes, tem suas origens calcadas no I Ching e no Taoísmo, uma filosofia contemporânea aos egípcios, ou até mais antiga, pelo que indicam algumas pesquisas.

Se com o passar dos séculos a Decoração virou tema “comum”, difundindo-se e profissionalizando-se amplamente, o Feng Shui ficou por muito tempo restrito à aplicação no Oriente, pelas mãos dos mestres chineses, muitas vezes formados em Engenharia civil e Arquitetura. Somente na década de 90, foi que esse conhecimento atravessou mares e se expandiu no Ocidente, de modo muito resumido e, por vezes, distorcido. Sem dúvida um tema para tratarmos em outro artigo.

Aqui nos cabe dizer que se a Decoração leva em conta o uso de cores, materiais, estilos, iluminação, medidas, mobiliário e tantos outros detalhes, baseando-se em tendências ou combinações tidas como ideais ou adequadas, o Feng Shui também se utiliza dos mesmo elementos para criar uma harmonia no ambiente, levando em conta outros aspectos, que não apenas os estéticos e funcionais.

É uma pena que, por ignorância, muitos tenham interpretado o Feng Shui como algo estritamente “místico”, como um conhecimento relacionado unicamente a crenças, a ponto de confundi-lo com dogma ou religião, quando na verdade trata-se de um conjunto de conhecimentos complexos e repleto de análises lógicas, racionais e diretamente ligadas à observação da Natureza.

É importante ressaltar que sem Decoração não há instrumentos suficientes para que o Feng Shui se realize, já que é predominantemente por meio de elementos decorativos que seus alinhamentos são propostos. No momento de uma análise, considera-se, além da estrutura e do entorno do local, tudo que está presente no ambiente: móveis, cortinas, tapetes, quadros, plantas, enfeites etc. São observados os tipos de materiais utilizados; a posição dos móveis e sua forma de utilização; necessidades de reformas ou pequenos reparos; dentre tantos aspectos importantes ao bem-estar do cliente.

Aqui o ponto crítico reside no fato de que se o projeto arquitetônico e a Decoração já estão prontos, o consultor de Feng Shui se limitará, muitas vezes, a realizar “curas” no espaço, por não terem sido previstas determinadas ações. Exemplo: uso de camas embutidas em roupeiros, uso de beliches, prateleiras sobre as cabeças, escrivaninhas encostadas em paredes que deixam o usuário com as costas para a entrada (todas ações vetadas do ponto de vista do Feng Shui).

Felizmente já são muitos os arquitetos, designers de interiores, decoradores e organizadores que vão notando sua sinergia com essa importante arte milenar chinesa e realizando projetos cruzados, onde o consultor de Feng Shui tem a preferência no estudo da planta-baixa do imóvel e na análise de aspectos já mencionados. Claro que no Ocidente as construções muitas vezes já não são feitas como manda o Feng Shui e, portanto, o consultor deve se deter nas “curas” possíveis, sem obstruir a funcionalidade e a estética perseguidas pelo cliente e seus fornecedores.

Harmonizar o trabalho entre estes diversos profissionais, proporcionando um resultado diferenciado a seus clientes, é uma das razões de existir do Organice – Harmonização Orgânica.

Comments(1)

  • VERA BARIA
    21/08/2017, 18:05  Responder

    Olá,
    Querida Greice! Muito importante todas as observações. É bem verdade que a organização deve caminhar com harmonização e aplicada com a técnica eficaz do Feng Shui. Os resultados serão os melhores.

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